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A din√Ęmica sociopol√≠tica na agricultura familiar: os agricultores familiares e a representa√ß√£o pol√≠tica do Sutraf no Alto Uruguai ga√ļcho

 

Autor:

Jonas José Seminotti

 

 

 

 

 

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Volume: 1 

Ano: 2014

Páginas: 332

ISBN (PDF): 978-857515-853-1

ISBN (impresso): 978-857515-851-7

Palavras-Chave: Desenvolvimento rural, agricultura familiar

 

O livro de Jonas Seminotti, ora apresentado, fruto de sua tese de doutoramento, vem ajudar a suprir a car√™ncia de estudos sobre as din√Ęmicas de desenvolvimento e as origens sociohist√≥ricas de um grupo de agricultores familiares do Alto Uruguai ga√ļcho: os colonos. Seu trabalho parte de uma detalhada investiga√ß√£o sobre o processo de coloniza√ß√£o da regi√£o de Erechim, aborda a implanta√ß√£o das comunidades rurais de colonos, os conflitos com os povos tradicionais da regi√£o (caboclos e √≠ndios), os primeiros momentos da agricultura da regi√£o, bem como a relativa autonomia da atividade agropecu√°ria praticada pelos colonos nas primeiras d√©cadas da coloniza√ß√£o. Com esse mapa, constitui-se o cen√°rio de evolu√ß√£o da agricultura e dos atores do desenvolvimento na regi√£o.

Outro aspecto relevante do trabalho de Jonas diz respeito √† reconstitui√ß√£o da forma√ß√£o das organiza√ß√Ķes e movimentos de pequenos agricultores em diferentes momentos hist√≥ricos na regi√£o Alto Uruguai, tais como os Sindicatos de Trabalhadores Rurais (STR), o Sindicato Unificado dos Trabalhadores na Agricultura Familiar do Alto Uruguai (Sutraf), o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), o Movimento dos Sem Terra (MST), cooperativas, associa√ß√Ķes,¬† entre outras. Algumas dessas organiza√ß√Ķes nascidas no Norte ga√ļcho, como √© da l√≥gica dos movimentos sociais, ao constitu√≠rem la√ßos com outras organiza√ß√Ķes semelhantes dos estados do Sul e de outras regi√Ķes brasileiras, contribu√≠ram para formar os mais importantes atores pol√≠ticos do Brasil na atualidade.

O livro tem como foco de análise a trajetória de formação do Novo Sindicalismo no campo. O chamado Novo Sindicalismo surge no país no início da década de 1980 no processo de formação da Central Única dos Trabalhadores (CUT), que desde sua origem contou com um expressivo setor rural.

O ponto alto do livro de Jonas √© a investiga√ß√£o sobre as din√Ęmicas de desenvolvimento da agricultura familiar da regi√£o e a sua rela√ß√£o com o Sutraf. Para realizar essa an√°lise o autor busca, em um primeiro momento, mapear o programa de desenvolvimento da agricultura proposto pelo sindicalismo cutista na regi√£o, suas principais a√ß√Ķes pr√°ticas e as pol√≠ticas p√ļblicas que ajudou a construir. Em um segundo momento, elabora uma tipologia de agricultores familiares da regi√£o e, com base em dados de entrevistas e de um question√°rio realizados em diversos munic√≠pios da regi√£o Alto Uruguai, procura analisar a diversidade de situa√ß√Ķes socioecon√īmicas da agricultura familiar regional, verificando o perfil social e produtivo, bem como as diferentes din√Ęmicas de desenvolvimento e os diversos posicionamentos pol√≠ticos dos tipos de agricultores frente √† dire√ß√£o do sindicato. Tal tipologia ajuda a compreender as diversas din√Ęmicas de desenvolvimento experimentadas pelos agricultores na regi√£o e as varia√ß√Ķes de suas rela√ß√Ķes com o Sutraf.

Por fim, trata-se de um livro que vem em boa hora, pois aborda quest√Ķes importantes sobre as din√Ęmicas de desenvolvimento da agricultura familiar e investiga o papel das organiza√ß√Ķes de agricultores como agente ativo na constru√ß√£o dessas din√Ęmicas. Uma reflex√£o instigante para ser lan√ßada no Ano Internacional da Agricultura Familiar.